29 de julho |







O odor de teus perfumes é suave
Cânticos 1,3

A raiz hebraica rêah designa aroma, odor. Aparece de novo em 1,3.12; 2,3; 4,10.11; 7,9.14. Em 1,3 o Cântico fala do óleo escorrendo num belo jogo de palavras: shāmān (perfume), shemen (óleo) e shēm (nome). Pode-se ver, também, 1,12 e 4,10. Já em 1,13 encontramos a referência a um saquinho de mirra que, possivelmente, as mulheres usavam entre os seios para que o perfume inundasse todo o corpo como em Est 2,12 (RAVASI: 1988, 56).

Jesus recebe mirra de presente e é ungido com ela (Mt 2,11; Jo 19,39). A caravana que leva José ao Egito trazia mirra (Gn 37,25). Um outro paralelo que pode, ainda, ser feito é com Pr 7,1-19. A riqueza das indicações prossegue: 2,13, perfume da vinha; 3,6, incenso e mirra (cf. 4,6b.16); as colinas de ervas perfumadas em 5,13; os jardins e terrenos perfumados em 6,2. O sopro das narinas em 7,9 faz lembrar Gn 2,7. Aqui no Ct não é o sopro de Deus, mas o da amada!










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